segunda-feira, Junho 18, 2012

 

The cat which sleeps...



domingo, Dezembro 11, 2011

 
FELIZ NATAL A TODOS




Saudades da minha companheira POLO.




 
TITANIC
(a nova versão)







 

e não os abandone!


quinta-feira, Outubro 27, 2011

 
OS GATOS...eses animais ainda tão pouco conhecidos!

AQUI VEMOS UM DOS ALUNOS DA PRIMEIRA FORNALHA DE UM CURSO PIONEIRO EM PLENA SESSÃO DE EXERCÍCIO NA PISCINA


O que há uns anos seria absolutamente impensável, em alguns meses será uma realidade: a partir do ano de 2032 as praias portuguesas vão passar a contar com vários gatos como nadadores-salvadores. Os alunos do primeiro curso de formação promovido pelo Instituto de Socorros a Náufragos exclusivamente para felinos já terminaram as aulas teóricas e começaram esta semana a parte prática que inclui exercícios e simulações. Se tudo correr como previsto e dentro do prazo, no próximo Verão já se vão ouvir "miaus" nos areais nacionais

sexta-feira, Outubro 10, 2008

 
SWEETS FOR MY SWEETS


As minhas duas gatas têm comportamentos, personalidades e maneiras de interagir diferentes tanto na forma, como no conteúdo e até mesmo em matéria de horários.

A gata preta, mais velha e reservada, espera o tempo que for necessário para criar situações de cumplicidade comigo. Sempre em exclusividade, mantendo-se em constante alerta, apesar de enroscada nas minhas mãos e carícias, verifica a cada segundo se a mais nova está nas redondezas.

Ao pequeno-almoço salta para o parapeito ao lado da mesa e começa a meiguice. À mesma hora, num ritual matutino, sempre com a mesma forma e conteúdo: ronronando dá-me marradinhas nos cotovelos, nas mãos, passando para os ombros ao ponto de me fazer entornar o café quente pela mesa e em cima da camisa de noite. Consegue acordar-me de vez!

À noite, à hora em que o mundo se vai deitar, o silêncio convida-a a aninhar-se na minha barriga quando estou deitada no sofá da sala mas tendo sempre em conta a outra, que deverá estar suficiente longe de nós.
Normalmente a essa hora o caminho está livre porque a gata mais nova teima em guardar o seu lugar na minha cama. Por isso a gata preta rebola-se em cima de mim pedindo para ser mimada.
Quando acaba essa troca de carinho procura de igual modo um lugar na minha cama também esperançada que a não veja ao fechar a porta do quarto para me deitar.

Teimosia infrutífera, tanto de uma como da outra, já que não as deixo passar a noite na minha cama. Mas a teimosia ( ou será perseverança?) é uma característica felina.

A gata mais nova é cheia de cores e vida, sempre à espera da próxima brincadeira. Quem com ela convive verifica que a vida, afinal, é uma festa! Não anda, salta. Não corre, rompe o ar que lhe atrasa os movimentos. O seu ar patusco é ainda mais acentuado pelas suas orelhas donde saem abundantes pelos loiros, fazendo-a parecida com um gnomo. É muito patarruda e tem um ar infantil e engraçado. Impossível ficar zangada com ela muito tempo. Come o triplo da outra, apesar de ser 4 anos mais nova e arranja confusão quatro vezes mais.

Por outro lado, esta patusca parece mesmo um cão: de manhã levanto-me e aí vai ela comigo para a casa de banho. Senta-se a olhar para mim averiguando cuidadosamente todos os meus gestos, todos os rituais matinais. Quanto ao pequeno-almoço, e como é exclusividade da gata preta estar perto de mim, resolve deitar-se aos meus pés, mais uma vez bem ao estilo canino.

Normalmente, enquanto me visto e arranjo para sair de casa estarão já as duas no meu quarto, a apanhar o sol que entra pela varanda. Uma à janela, em cima da sapateira e a outra aos pés da cama ainda desfeita.

Ao fim do dia, quando entro em casa após um dia de trabalho, e mesmo antes de ver ou falar com alguém, os primeiros afagos ou ralhetes serão sempre para elas. Até mesmo antes de dar um beijo ao meu filho, pois são muito mais rápidas que ele.

Assim é viver com gatafunhices.

terça-feira, Outubro 07, 2008

 

Gato que brincas na rua

como se fosse na cama,

invejo a sorte que é tua

porque nem sorte se chama.


Bom servo das leis fatais

que regem pedras e gentes,

que tens instintos gerais

e sentes só o que sentes.


És feliz porque és assim,

todo o nada que és é teu

eu vejo-me e estou sem mim

conheço-me e não sou eu.



Fernando Pessoa

quinta-feira, Outubro 11, 2007

 
GATOS E MAIS GATOS


A ESCRITORA BRITÂNICA DORIS LESSING GANHOU NESTA QUINTA-FEIRA O NOBEL DE LITERATURA 2007

Doris Lessing (n. 1919) pertence à elite das mais versáteis, populares e consideradas escritoras inglesas do século XX. A sua escrita prodigiosa conduz-nos, no caso de " Gatos e mais gatos", por uma vida (autobiográfica) cujo calendário se estabelece tomando muito em conta a vida (e a humanidade) dos gatos que a partilham.

O júri descreveu Doris Lessing em um comunicado como "a narradora épica da experiência feminina, que, com ceticismo, ardor e uma força visionária sujeitou uma civilização dividida ao escrutínio".
Nascida no território da Pérsia, actualmente Irã, em 1919, quando seu pai era capitão do Exército britânico, Doris May Taylor viveu parte da juventude na então Rodésia (actual Zimbábue), o que marcou sua obra.
Ex-membro do Partido Comunista britânico, do qual se afastou em 1956 após a repressão da rebelião húngara, é comparada frequentemente com a francesa Simone de Beauvoir por suas idéias feministas.
"The golden notebook" ("O caderno dourado"), de 1962, sua obra-prima, conta a história de uma escritora de sucesso em forma de diário íntimo.
Para o Comité Nobel, este livro "é uma obra pioneira do movimento feminista e pertence ao grupo de obras que mudaram a forma de ver as relações homem-mulher no século XX".
Sua juventude, passada entre vários continentes, a inspirou a produzir sua primeira saga, escrita de 1952 a 1969: os cinco volumes de "Filhos da Violência".
Entre outras de suas principais obras figuram "The Grass is Singing", "The good terrorist", sobre um grupo de revolucionários de extrema-esquerda, "Andando na Sombra", "Regresso para casa" (1957), onde denuncia o apartheid na África do Sul, "O quinto filho", "Debaixo da Minha Pele da Companhia das Letras" e "Andando na Sombra".
A escritora sempre soube explorar todos os estilos, sem hesitar em uma incursão no mundo da ficção científica com os cinco volumes da série "Canopus em Argos: Arquivos", escrita entre 1979 e 1983, e entre os quais se destaca "Shikasta".
Nesta saga, Lessing imagina o mundo depois de um conflito atômico e fala dos antagonismos entre os princípios feminino e masculino, assim como de colonialismo e de catástrofes ecológicas.

Em 1984 Doris Lessing fez uma brincadeira com os meios literários ao lançar "Diario de uma boa vizinha" sob um pseudônimo (Jane Somers). Sua própria editora, que não conhecia a verdadeira identidade da autora, se recusou a publicar o livro.


" Lá vai gata preta, atarefada, atarefada, verificar focinhos, caudas, pêlos. [...] Gatinhos. Uma criaturinha viva na sua membrana transparente, rodeado pela imundície do seu nascimento. Dez minutos mais tarde, húmido mas limpo, já mamando. Dez dias depois, uma migalha com olhos macios e nebulosos, a boca abrindo-se num silvo de corajoso desafio à enorme ameaça que sente debruçada sobre ele. Nesta altura, em vida selvagem, confirmaria a sua selvajaria, tornando-se um gato selvagem. Mas não, uma mão humana toca-o, um cheiro humano envolve-o, uma voz humana sossega-o. Depressa sai do ninho, confiante de que as gigantescas criaturas à sua volta não lhe farão mal. Cambaleia, depois anda, depois corre a casa toda. [...] Gatinho encantador, gatinho bonito, lindo fofinho pequenino delicioso bichinho - e vai-se embora."

in Gatos e mais gatos- Doris Lessing






sexta-feira, Outubro 05, 2007

 

Gato que brincas na rua
como se fosse na cama,
invejo a sorte que é tua
porque nem sorte se chama.

Bom servo das leis fatais
que regem pedras e gentes,
que tens instintos gerais
e sentes só o que sentes.

És feliz porque és assim,
todo o nada que és é teu
eu vejo-me e estou sem mim
conheço-me e não sou eu.

Fernando Pessoa

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